Dos espetáculos que adoro - O Lago dos Cisnes, pela Companhia Nacional de Bailado

 


Em 2017 tive o privilégio de ver O Lago dos Cisnes, o clássico dos clássicos do repertório do ballet, dançado pela Companhia Nacional de Bailado (CNB), na altura com os dançarinos Filipa de Castro e Carlos Pinillos a brilhar bem alto, e com, se a memória não me falha, acompanhamento da Orquestra Sinfónica Portuguesa.

Porquê então ir ver de novo o mesmo espetáculo, a mesma versão coreografada de Fernando Duarte, o mesmo filme de Edgar Pêra como pano de fundo, os mesmos figurinos de José António Tenente, até a mesma Orquestra, agora pelas mãos do maestro Cesário Costa?

Por vários motivos, desde logo porque o que é bom nunca amargou, mas também porque desta vez a CNB convidou dois bailarinos absolutamente superlativos, o georgiano Giorgi Potskhisvili (Dutch Royal Ballet) e a brasileira Mayara Magri (Royal Ballet de Londres), o virtuosismo absoluto da técnica para dar asas à expressão e à sensibilidade artística, as linhas dos movimentos, as elevações, o equilíbrio em pontas, as piruetas (não se chamam piruetas certamente), tudo um deleite para os olhos.

"Ah eu gosto mais de dança contemporânea coiso e tal, ballet não me diz muito", ouço muitas vezes, eu próprio também, o impacto de ver um espetáculo do Victor Hugo Pontes, por exemplo, não tem paralelo nestas histórias mais oníricas, mas quando o ballet é dançado a este nível é algo também maravilhoso de se ver.

Bravíssimo!

PS: fico sempre impressionado com o comportamento das crianças de tão tenra idade que assistem a estas sessões, um microclima das regras de boa (e precoce) educação.

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