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A mostrar mensagens de janeiro, 2024

Da atualidade internacional - eleições americanas

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  Se é inquietante pensar na provável falta de alternância no panorama político nacional devido à falta de comparência do (ainda) principal partido da oposição, não será contudo menos inquietante pensar no regresso ao poder de Trump também por falta de comparência dos Democratas, pensar num segundo mandato de um velho e titubeante Biden também nos tira do sério, por isso estas notícias de que afinal o Partido Democrata ainda mexe ainda nos dá uma réstia de esperança, e sim, claro que temos saudades do casal Obama, e muitas.  

Dos filmes que vejo - Pobres Criaturas

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  Pobres Criaturas, vencedor do Leão de Ouro de Veneza e o principal opositor de Oppenheimer com as suas onze nomeações, filme meio surreal do grego Yorgos Lanthimos, tinha tudo para ser uma obra-prima, um argumento e diálogos riquíssimos, uma dimensão cromática e visual com cenários, guarda-roupa e uma fotografia deslumbrantes, atores em estado de graça (só não gostei da banda sonora, também nomeada para o óscar), no caso de nós portugueses até temos uma Lisboa recriada num conto de fadas e a nossa Carminho a cantarolar um fado, mas – que maçada, há um mas -, nalguns momentos o filme perde o ritmo e torna-se chato, enrodilha-se imenso na sofisticação cénica e a coisa não desenvolve, começa de forma fulgurante, acaba em boa forma, mas pelo meio um cuidado excessivo com a finesse e o requinte visual torna-se maçador, Pobres Criaturas tinha tudo para ser um grande grande filme, falhou por um triz. Emma Stone pode muito bem derrotar a favorita Lily Gladstone na corrida dos prémios (têm ...

Da igualdade de género - equal Pay no desporto

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  Voltando ao tema do equal pay no desporto, será mesmo justo um espetador de um jogo da final do Aberto de ténis feminino da Austrália, despachado em 1h17m e com uma qualidade sofrível entre a bielorussa Arina Sabalenka e a chinesa Zheng, pagar o mesmo que o espetador que assistiu à final masculina, entre o italiano Sinner e o russo Medvedev, que em 5 sets de pura adrenalina jogaram o triplo do tempo (3h44m)? A mim parece-me que não, e se não, será mesmo justo o Prize Money ser igual para Os e As vencedoras?  

Das minhas músicas - Best Youth

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  A elegância dos Best Youth, duo do Porto, ali algures entre a sweet pop eletrónica e o indie rock , regressou com novo algum, Everywhen, que bálsamo, aqui com Back With a Bang.  

Dos espetáculos de que eu gosto - À Procura de Chaplin

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  Durante aproximadamente uma hora ri-me a bom rir, as lágrimas escorreram de tanto rir, que é o mesmo que dizer que para mim À PROCURA DE CHAPLIN foi espetacular. A encenadora Rita Calçada Bastos procura mostrar-nos o risível da vida, a sua brevidade e estupidez e que é sempre preferível o sorriso, a procura do seu lado solar, a urgência que lhe devemos imprimir, a sua constante procura, sempre a procura, e num divertidíssimo universo clown , que não é o mesmo que apalhaçado, vamos atrás de um mundo de Chaplin que encontra sempre a comédia na tragédia, com a sua imagética dos movimentos espelhados e miméticos, o chapéu, o balde, a vassoura, leva-nos atrás do sonho, sempre o sonho, e o riso, sempre o riso, a gargalhada. Num espetáculo sem texto ou palavras, apenas umas algavariadas que mal se percebem, Carla Maciel brilha com o brilho das grandes estrelas que é o seu, mas Luciano Amarelo, c’os diabos , um clown que nos leva a todo o lado, uma expressividade, um magnetismo, uma sensibi...

Das séries que eu venero - The Crown

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Falta-me ver o último episódio da sexta e última temporada de The Crown, quando o vir será o fim desta série absolutamente memorável, das melhores de sempre, restar-me-á apenas o prazer de poder revê-la muitas vezes. The Crown é antes demais um tratado de história e de cidadania, devia ser estudada nas escolas, o que todos nós aprendemos sobre esta democracia absolutamente fundadora das nossas democracias ocidentais, apesar do tom cor-de-rosa que são as vidas dos príncipes e princesas, na minha opinião, oferecendo-nos também esse lado faustoso das festas, salões e mexericos, The Crown foi antes de tudo uma aula de história, sobretudo da britânica mas não só, sem descurar este lado mais voyeurístico, que quase todos nós temos, de nos deixar entrar na família real e assim aumentarmos um pouco mais os créditos de simpatia que Isabel II já nos merecia. Se tudo em The Crown roça a perfeição, os cenários, a música, o genérico, os candelabros, toda a pompa, há algo que é francamente estarrece...

Das campanhas icónicas - Ikea

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  Absolutamente impactante a nova campanha da IKEA inspirada na situação política nacional, com uma argúcia e um sentido de humor apuradíssimos, e que em pouquíssimas horas se tornou viral, tendo desencadeado não só uma reação publicitária imediata de várias outras marcas (FNAC, O Gato Preto, Moviflor, Staples, etc.), como também uma proliferação de memes nas redes sociais (como o da foto), que não sendo da lavra criativa da Ikea pôs todo um país a falar da marca e a brincar com as façanhas políticas e desportivas da atualiadade. Bravo!  

Da atualidade - corrupção na Madeira

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  A Polícia Judiciária e o Ministério Público realizaram hoje mais de 50 buscas na ilha da Madeira por suspeitas de corrupção - porque é que quem conhece a cidade do Funchal não fica nada, mesmo nada, surpreendido com esta notícia?  

Das coisas de cinema - as nomeações aos Óscares

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  2023 foi um excelente ano para o cinema, não só por termos tido grandes filmes, mas também por as audiências em sala terem tido um boost fantástico, devemos esse sucesso não só aos blockbusters mas também a bons filmes comerciais, louve-se este regresso às salas porque o cinema não sobrevive se nos cingirmos apenas ao conforto do streaming em casa. Mesmo naqueles filmes que pouco me entusiasmaram ou que gostei moderadamente – Oppenheimer, Napoleon, The Killer, Barbie, Henry Sugar -, reconheço aspetos de elevada qualidade, mas 2023 foi mesmo um ano excecional e com proveniência nas mais diversas geografias, encontramos filmes maravilhosos não só nos países anglo-saxónicos como também na Alemanha, França, Espanha, Japão, Itália, Bélgica, Tunísia, Turquia, Finlândia, e também Portugal, que grande colheita para os nossos filmes lusos (nomeando apenas três, Great Yarmouth, Mal Viver/Viver Mal, Légua) . Os Óscares não são nenhum selo de qualidade, não são nenhum certificado que um film...

Das lendas eternas - Sinnead O'Connor e Shane MacGowan

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Posso ouvir isto horas a fio, a voz celestial de Sinnead, a de Shane cheia de sombras, nesta música terrivelmente romântica e meio perseguida, Haunted, dois enormes artistas, irlandeses, também eles algo sombrios e perseguidos, provavelmente também terrivelmente românticos. Curvo-me perante as suas memórias, descansem em paz. You got a way of walking You got a way of talking And there's something about you And now I know I never ever Want to be without you

Da atualidade política - as surpresas do PSD

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  Montenegro prometeu surpresas, presume-se que boas, nos independentes que o PSD conseguiria atrair para integrarem as suas listas de candidatos a deputados na Assembleia da República, e Montenegro já começou a mostrar aos portugueses que cumpre as suas promessas, conseguiu atrair o senhor ex-bastonário da Ordem dos Médicos Manuel Guimarães. Sim, e mais, surpresas mesmo boas? Dizem que quando cheira a poder os tais quadros aparecem a correr, mas aparentemente o timoneiro do PSD não conseguiu arregimentar ninguém sonante para as listas, será que sou só eu a achar isto até embaraçoso?  

Dos filmes que vejo - Doce Pesar

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  A dor no luto, a amizade, a fuga, a ajuda, a saudade, o recomeço, o tempo, sempre o tempo, tudo isto cabe num luto, num luto de um amor romântico, de um dos pais, de um amigo, um luto de uma morte morrida ou apenas de uma despedida, de um fim, encontramos tudo isto neste doce DOCE PESAR (Good Grief, no original). Os atores são todos muito bons, até temos o luxo de ver a Emma Corrin e a Kaitlyn Dever em cenas fugazes de dois ou três minutos, mas a Ruth Negga é mesmo uma atriz dos diabos. Bonito, na Netflix.  

Dos filmes que vejo - Ferrari

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  FERRARI vive mais das emoções e da vertigem da velocidade do que de uma história propriamente dita, ainda assim é um filme que prende a nossa atenção do princípio ao fim. Se Adam Driver está muito bem, como sempre, Penélope Cruz rouba todas as cenas em que entra, esta mulher tem um brilho de estrela, a ver vamos se consegue a sua quinta nomeação aos Óscares.  

Das minhas músicas - Bill Ryder-Jones

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  O inglês Bill Ryder-Jones chegou há pouco tempo ao meu Spotify mas assentou arraiais e toca sem parar, com as suas músicas melódicas e nostálgicas, aqui com I Hold Something in My Hand mas podia ser qualquer uma das canções do novíssimo album LECHYD DA. Boas descobertas, bom domingo.  

Dos maus comediantes - Dave Chappelle

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  Por diversas vezes já escrevi a admiração que sinto por alguns comediantes, ainda há poucos dias evoquei aqui o, a meu ver, genial Ricky Gervais, mas na verdade não há assim muitos comediantes que goste verdadeiramente, na minha opinião é mesmo muito difícil ter o dom de fazer rir, ter o timing certo, o tom certo, a inteligência necessária, no fundo, ter piada. Em 2022 um comediante norte-americano de seu nome Dave Chappelle foi agredido no final de uma atuação em Los Angeles por um jovem que se sentiu incomodado com as suas piadas com pessoas LGBTQ, pedófilas e sem abrigo, tendo-se gerado então um movimento pró-Chappelle e defensor da liberdade do humor, que este em caso algum deve ser censurável, liberdade de expressão acima de tudo. Na opinião aqui do Burro Velho há limites sim para o humor, não acho que possa valer tudo, mas finalmente tive a curiosidade de conhecer o trabalho de Mr. Chappelle no seu último show ‘ Dave Chappelle: The Dreamer’ , estreado há dias na Netflix. E para...

Da TV de que eu gosto - Só como e bebo. Por acaso, trabalho.

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  Por estes dias descobri por casualidade este ‘ Só como e bebo. Por acaso, trabalho ’, programa na RTP1 em que o brasileiro Fábio Porchat junta quatro pessoas de áreas muito distintas para discutirem à mesa uma ideia, um conceito, enquanto vão bebendo e comendo algo ali cozinhado por um chef, que receita fantástica, uma mesa, um vinho, um petisco e pessoas tranquilamente a conversar. Fantástico, quero ver outros episódios.  

Das coisas de cinema - Golden Globes

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  Há sempre a ideia de que os Golden Globes são uma antecâmara anunciada para os Óscares mas nos últimos cinco anos apenas o Nomadland fez a dobradinha ao conquistar o globo de melhor filme dramático e também o óscar de melhor filme, de resto quem ganha o globo não ganha o óscar - que esta tradição se mantenha em 2024 porque no que respeita aos filmes nenhum dos meus favoritos saiu vencedor, foi uma razia (com exceção do Paul Giamatti para melhor ator em filme de comédia). Quanto às séries, não vi The Bear (queria tanto) nem a maioria das comédias, e sou grande fã de The Crown, mas Succession merece ganhar tudo e mais alguma coisa, e ganhou mesmo.  

Da atualidade política - a AD, o PSD e o PPM de Gonçalo da Câmara Pereira

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  Alguns políticos não enjeitam qualquer estratégia e aliança política se estiverem convencidos que isso lhes possa trazer votos, para poder usar a sigla saudosista da velha AD e ao coligar-se com este PPM, o PSD está a mandar para as urtigas qualquer ideia de honorabilidade ou de ideologia política, Gonçalo da Câmara Pereira em nada é melhor do que André Ventura, mas o que importa é Luís Montenegro chegar ao poder. E sim, se chegássemos a tanto viria aqui penitenciar-me e dar a mão à palmatória, mas alguém duvida que se Montenegro precisasse de se coligar com o Chega para ser primeiro-ministro que o faria sem pestanejar? 'Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és'!  

Das minhas músicas - Billie Eilish

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  Não sou fã do filme Barbie que me entediou bastante, mas o filme tem várias pérolas preciosas, uma delas é esta 'What was I made for?' de Billie Eilish e do seu irmão Finneas O´Connel, que interpretação fantástica (aqui no Saturday Night Live) , quase que já temos Óscar anunciado para melhor canção.   

Dos grandes comediantes - Ricky Gervais

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  Não sou dos que acha que não há limites para o humor, acho que é muito difícil rir com a dor dos outros, com a doença, com a morte, mas o Ricky Gervais é genial, não só porque tem muita graça e é inteligente como o caraças, mas porque desmonta como ninguém os perigos do puritanismo do wokismo, uma piada é só uma piada, mesmo que não tenha piada. E por sinal o Gervais tem muita e parece ser um tipo impecável. Grande show este Armageddon, na Netflix.  

Dos meus livros - A Breve Vida das Flores, de Valérie Perrin

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  Sou muito fiel aos meus escritores e escritoras de eleição mas de vez em quando gosto de pôr o pé em ramo verde e arriscar no desconhecido, e Valerie Perrin era-me uma perfeita desconhecida até ter ouvido falar do seu nome num podcast sobre política, porque não experimentar? Em boa hora o fiz e descobri este romance luminoso que li vorazmente da primeira à última página, que prazer tão grande que foi este ‘A Breve Vida das Flores’, passado algures num cemitério duma pequena aldeia da Borgonha.  

Das minhas leituras

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  Ficarei satisfeito se em 2024 conseguir ler tanto como em 2023, e não estão aqui todos. Boas leituras!  

Dos meus filmes preferidos de 2023

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  O meu top10 filmes 2023: 1 - Maestro 2 - Vidas Passadas 3 - O Sol do Futuro 4 - The Pub The Old Oak 5 - TAR 6 - Close 7 - Aftersun 8 - Debaixo das Figueiras 9 - Légua 10 - Dias Perfeitos