Dos filmes de que gosto - Sorry, Baby
Sorry, Baby, escrito, realizado e interpretado por
Eva Victor, foi a sensação da temporada de prémios que agora terminou, mesmo
tendo falhado qualquer nomeação para os óscares, é por isso um dos muitos
exemplos de que há todo um mundo de filmes fantásticos fora da grande festa de
Hollywood.
Há coisas que nos acontecem na vida que nunca deviam ter
acontecido, essas situações deixam cicatrizes, mas não nos devem contaminar e
definir quem somos a partir desse instante.
Alguém que enfrenta o trauma inimaginável de uma violação, pode escolher não se resumir a esse incidente trágico, sente repulsa, medo, vergonha, questiona-se com muitas hesitações e ambivalências, mas pode encontrar a cura na amizade e no amor de e pelos outros, e Eva Victor conta-nos isto tudo no tom certo, sem ser dramático mas com muito respeito por quem tenha vivido algo semelhante, sempre com uma enorme sensibilidade, graça e humor, uma lição daquilo que o mundo tanto precisa, empatia - uma pérola este Sorry, Baby.
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