Dos filmes que vejo - Marty Supreme, de Josh Safdie

Marty Supreme não é um mau filme, tem coisas muito boas, é bom entretenimento, com uma fortíssima direção de atores, a fotografia, não deixando de ser irritante alguma glorificação de uma masculinidade tóxica muito acentuada neste jovem americano dos 50, mas ok, o cinema não é só sobre personagens recomendáveis.
Sendo um bom filme, não é, contudo, um grande filme, está vários furos abaixo de outros que estão na corrida para os óscares deste ano, fiquei com a sensação que foi sobretudo uma maneira de Josh Safdie mostrar mais uma vez que domina a arte de realizar filmes, ele faz coisas muito fixes, mas cinema frenético de alta voltagem sem aquela chispa ou centelha, é só mais cinema frenético de alta voltagem, eu cá saí da sala de cinema como tinha entrado, está visto.
O grande favorito para a estatueta dourada de melhor ator é Timothée Chalamet, não sendo o meu favorito, tenho de reconhecer que também será um justo vencedor, brilhante.
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