Dos filmes que adoramos - Blue Moon, de Richard Linklater

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Blue Moon, realizado por alguém que muito admiro, Richard Linklater, é um daqueles filmes que parece uma peça de teatro, um único cenário, atores a entrar e sair, e um texto, no seu minimalismo é um filme intimista, espirituoso e comovente.

Uma dupla de compositores famosos da Broadway, autores de êxitos como My Funny Valentine e a Blue Moon que dá título ao filme, desfaz-se, não por falta de cumplicidade artística ou empatia pessoal, mas porque um dos elementos, Lorenz Hart, enfrenta sérios problemas de alcoolismo e de saúde mental, é tramado quando um génio não se torna confiável.

Ethan Hawke interpreta esta personagem que se destrói, que se humilha, que seduz e que não perde alguma perfídia durante a sua derrocada, que se enamora de forma meio naif meio voyeurística por uma cintilante Margaret Qualley, amparado pelo barman bom ouvinte Bobby Cannavale que o sabe escutar, ao som de um piano jazzístico com canções dos anos 40, tudo isto com o amor paternalista e fraterno da outra metade da dupla, um superlativo, como sempre, Andrew Scott, Blue Moon é uma autêntica pérola.

Não fora o grande favoritismo de Thimothée Chalamet e uma certa aura de fascínio à volta de Wagner Moura, e este ano devia ser o ano da grande consagração de Ethan Hawke, que desempenho magnífico, o melhor do ano, brilhante.

 

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