Do Teatro que vejo - A Gaivota, de Anton Tchéckov, por Diogo Infante

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Há algum problema com teatro mainstream? Absolutamente nenhum.


A Gaivota é um dos clássicos maiores de Tchéckov, escrito em 1885, sobre a natureza da arte e a essência dos artistas, numa altura pré-revolucionária em que as novas gerações aspiravam a ares de mudança.


Diogo Infante apropriou-se do texto e transportou-o para a atualidade, procurando manter a estrutura e o espírito do texto original, a vaidade e o glamour dos artistas, o sentimento de impostor, o conflito de gerações, a frustração, os amores e, sobretudo, os terríveis desamores, quer em cima de um palco, quer na vida real, tudo matéria muito interessante, convenhamos.


O texto foi encurtado para prender a atenção do espetador, e conseguiu, as duas horas da peça passam rápido, Alexandra Lencastre é uma excelente atriz, Ivo Canelas, sendo um dos nossos maiores, andou algo sonolento, o resto do elenco competente, ou honesto, este adjetivo tão ingrato, mas tenho de destacar a interpretação do André Leitão, conquistou-me em absoluto, para mim, de longe, o melhor da peça.


Encheu-me A Gaivota as medidas? Não, mas foi um belo serão.


 

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