Da festa dos Óscares - previsões e preferências

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2025 foi uma grande colheita cinematográfica, como se pode atestar na qualidade dos filmes nomeados aos óscares, fora os muitos outros que também poderiam ter sido nomeados e ficaram de fora (Manas, House of Dynamite, After the Hunt, Black Bag, On Falling ou Pillion são só alguns exemplos de que me recordo).

Entre as principais categorias, só ainda não vi a Amy Madigan (atriz secundária) e A Voz de Hind Rajab (Tunísia), e começo pelos candidatos a melhor filme falado em língua não inglesa, amei incondicionalmente os outros quatro nomeados: Sirât (Espanha), Foi Só Um Acidente (mais ou menos Irão), Valor Sentimental (Noruega) e O Agente Secreto (Brasil), os últimos dois também na corrida para o prémio principal, melhor filme.

Para atriz secundária, sendo muito remota a hipótese de Inga Ibsdotter Lilleaas ganhar, e acreditando no desempenho de Amy Madigan, que ganhe qualquer uma que estará muito bem.

Os nomeados para atores secundários são todos brilhantes, se bem que trocava o Jacob Elordi ou pelo Paul Mescal ou pelo Adam Sandler (na minha opinião os grandes injustiçados deste ano), mas não há como evitar, só pode ganhar o Stellan Skarsgard.

As atrizes principais estão todas perfeitas, derreti-me com a Kate Hudson, adorei a Rose Byrne e, especialmente, a Renate Reinsve, mas também não há como evitar take II, só pode ganhar a Jessie Buckley, seria um ultraje se não ganhasse.

Nos homens, confesso que o Michael B. Jordan não me arrebatou, o DiCaprio arrasou por completo e merece ser visto como o grande ator que é, mas o meu coração balança entre Wagner Moura e Ethan Hawke, portentosos, mas parece que a estatueta já tem dono, é desta que o Xalalá leva o prémio, e não sendo o meu favorito não deixa de ser merecido.

Nos realizadores não há cá história, tem de ser Paul Thomas Anderson, pelo filme deste ano e por todos os outros, ponto final.

Quanto a melhor filme? Não gostei de Frankenstein nem de Bugonia, F1 é um bom filme, mas para outro campeonato, gostei de Train Dreams mas fico satisfeito se o brasileiro Adolpho Veloso ganhar na fotografia, e Marty Supreme não é de todo um mau filme, mas depois temos as cinco, para mim, naturalmente, obras-primas.

O vampiresco Sinners, que transborda política, poesia e blues, o puro entretenimento que é Batalha Atrás de Batalha, ele é chinfrim, ele é profundidade humana, ele é retrato social, a dor de Hamnet, os heróis discretos da ditadura brasileira em O Agente Secreto, e, talvez o meu preferido de todos, o norueguês Valor Sentimental.

Sinners bateu o recorde absoluto de nomeações e tem algum favoritismo, mas o meu palpite sobre quem vai levar o prémio maior é Batalha Atrás de Batalha.

E que seja um bom espetáculo, de celebração do cinema, com fatiotas deslumbrantes na red carpet, a recordar os que partiram no Ad Memoriam, com boas piadas do anfitrião Conan O'Brien e um bom número de abertura, e se possível com alguns discursos empolgantes.

 

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