Da atualidade política - facilitador de negócios, sim ou não?

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Concebo dar o meu voto a Marques Mendes numa eventual segunda-volta, ponderei dar-lhe o meu voto útil logo à primeira, caso os cenários em cima da mesa aí me levassem, possibilidade agora algo remota, parece-me, serei portanto insuspeito na minha opinião por não ser um eleitor natural do ilustre comentador-mor da nossa praça.


Dito isto, é constrangedor ver Marques Mendes a tremer perante o ataque-cerrado do Senhor Almirante, o homem fica tão hirto de tensão que parece quebrar a qualquer momento, diga um, diga lá um, e depois fica baratinado quando lhe buzinam uns nomes de umas certas empresas, sem qualquer nenhum valor de acusação, diga-se.


Agora, convenhamos, estar inscrito na Ordem dos Advogados, pagar os seus impostos regularmente e nunca ter sido investigado por nenhuma suspeita de crime, nada disso certifica a sua profissão, nada disso atesta que o seu ganha-pão foi com a advocacia, se calhar porque não o pode dizer, pelo menos ninguém acredita nisso.


Mas não seria muito mais fácil assumir que uma das suas principais atividades foi facilitar negócios? Acredito que se o tivesse feito teria saído muito menos beliscado deste lodaçal, promovido por quem não gosta de politiquice baixa (imagine-se se gostasse, minha Nossa Senhora) - o nome não é o mais bonito, nem a profissão a mais nobre, mas também não é de todo um crime de lesa majestade, e facilitar acordos (eufemisticamente falando) até pode ser curriculum para um Presidente da República.


 


 

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