Das minhas despedidas e das de Cristiano Ronaldo

Este fim-de-semana partiu uma pessoa de quem eu gostava muito, uma amiga dos meus pais muito presente na minha infância, cresci a brincar com as suas filhas, alguém que na adolescência se tornou minha amiga, sem pais nem filhas de permeio, e que, à distância, sempre me acompanhou pela vida de adulto fora, a última pessoa que ainda me tratava carinhosamente pelo diminutivo de criança.
Hesitei em ir às suas cerimónias fúnebres, não era fácil conseguir ir, largas centenas de quilómetros a separar-nos, outros afazeres, mas não era impossível, ela merecia que me fosse despedir, não fui.
Eu não sou um herói da nação, eu não tenho qualquer responsabilidade perante o país, apenas perante a minha consciência.
Cristiano Ronaldo é o exemplo que queremos para os nossos jovens, Cristiano Ronaldo reinvidica ser esse exemplo, devia ter vindo despedir-se de Diogo Jota, ponto, não lhe ficou bem ter faltado.
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