Das exposições que eu vejo - Paula Rego e Adriana Varejão, no CAM da Gulbenkian

Paula Rego está na minha galeria dos grandes génios da pintura, está lá entre o Turner, Picasso e tantos outros, poder ver um quadro seu é sempre um momento alto, nunca ficamos indiferentes.
No Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, podemos ver, até 22 de setembro, 80 obras suas e da artista plástica brasileira Adriana Varejão, que maravilha de exposição, que luxo podermos ver duas artistas de gerações e geografias tão diferentes a dialogar tão bem, sobre a opressão, a violência, o aborto, até algum erotismo no esventrar dos corpos, e a força imagética e profundamente criativa de Varejão aguenta muitíssimo bem este ombro a ombro com Paula Rego, formidável.
Se em Paula Rego o gesto da espada fica suspenso, Adriana, pelo contrário, faz o golpe e morde até fazer sangue, esta frase da curadoria da exposição diz tudo.
Para quem goste de pintura e consiga vir a Lisboa, absolutamente imperdível.
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