Da atualidade - o meu chapéu a D. José Ornelas

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Se em tempos o Burro Velho mostrou aqui a sua inquietação com D. José Ornelas, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, a propósito da reação da Igreja aos casos de pedofilia, neste tempo de ressurreição, se preferirem de renascimento ou renovação, tenho de louvar com profunda satisfação as suas palavras numa entrevista que deu à Radio Renascença.


“Quando ouvimos dizer ‘America First’ (a América primeiro) é a mesma expressão de ‘Deutschland uber alles’ (a Alemanha acima de tudo). É a mesma coisa, os outros todos passam para segundo plano e só têm lugar no mundo depois de nós”.


“Para que nós tenhamos esperança e sejamos fundamentadores de esperança, é preciso que estejamos de pé. Não vale adormecer, não se pode adormecer neste momento”.


E sobretudo, “ter esperança de que os agentes políticos e sociais aprofundem a procura pela justiça na integração dos imigrantes”.


Num claro apelo ao voto nas próximas legislativas, e ao chamar as coisas como elas são, que a cartilha de Trump é uma cartilha Nazi, que Trump não é assim tão distante de Hitler, e que temos de arranjar formas de acolher melhor os nossos imigrantes, D. José Ornelas está a tentar empenhadamente despertar as consciências dos devotos católicos que o ouvem, não sejam complacentes ao darem força ao pupilo de Trump nas nossas bandas, Ventura gosta de envergar as vestes de católico fervoroso e fazer muitas citações bíblicas, mas todos nós temos de nos erguer e fazer o que nos compete, e isso começa pelo voto decente.


O meu chapéu a D. José Ornelas, bravo!


 

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