Das séries de que gosto - Shogun

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Shogun é uma multipremiada série histórica dos tempos feudais do Japão, algures no início do século XVII, numa altura que os portugueses já lá andavam a evangelizar a sua fé e a carregar os seus navios o mais que podiam, sendo fundamental para isso que escondessem os tesouros do Japão do resto da Europa.


Para além do interesse de ver o papel (pouco simpático) dos portugueses e do catolicismo na história nipónica dos séculos XVI e XVII, Shogun centra-se numa guerra pelo poder entre meia dúzia de samurais, e os seus exércitos, até ao herdeiro do líder supremo poder assumir o comando do Japão, numa sociedade comandada pelo homem mas em que a mulher não é secundarizada, exemplo disso o destino da personagem de Mariko Sama no penúltimo episódio.


A realização, os textos, a direção de arte, guarda-roupa, a fotografia, tudo é absolutamente exímio, um esplendor, mas se às vezes se torna cansativo tentar fixar os nomes difíceis de tantas personagens, até mesmo algo maçador com tanto sangue a jorrar e cabeça decapitada, Shogun dá-nos a ver como o código de honra dos nipónicos, que tanto admiramos, já vem de tempos ancestrais, num cenário muito bélico impera o respeito, a ordem, o silêncio, o belo, estes japoneses são mesmo uma inspiração para nós ocidentais.


O tom emocional de Shogun é sempre muito contido, o ambiente de guerra e a cultura nipónica assim o recomenda, nos primeiros oito episódios não há espaço para grandes arrebatamentos nem estados de alma, mas o nono, e penúltimo, episódio entrega-nos toda a intensidade que antes nos poderia ter faltado, para acabarmos no último episódio sem estrondo e com poesia, uma mulher sozinha conseguiu aquilo que um exército inteiro não foi capaz.


Como curiosidade, Shogun, falada em japonês e com as personagens portuguesas a falarem em inglês, conta com a participação de vários atores portugueses.


Na Disney +.


 

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