Dos filmes que adoramos - A Verdadeira Dor, de Jesse Eisenberg

Há filmes entendidos como menores que são absolutamente maiores, que delícia esta comédia dramática que junta dois primos improváveis numa viagem de homenagem à avó de quem tanto gostavam, numa descoberta das suas origens e confronto com as consequências do holocausto.
O realizador e ator Jesse Eisenberg é notável, num registo muito Woody Allenniano, ansioso, sem aptidões sociais e carregado de humor sarcástico, mas o primo Kieran Kulkin é gigante e, se dúvidas houvesse com o seu Roman Roy de Succession, o homem já está no olimpo dos atores, que carisma, enorme nesta personagem muito divertida e de grande delicadeza, que vai de um extremo ao outro das emoções com uma subtileza insuperável, podemos estar a fazer rir uma audiência para esconder uma vulnerabilidade ao ponto de só querermos morrer, podemos ser os palhaços de que todos gostam só para fazermos o nosso luto ou suprirmos a falta de atenção de quem gostamos.
A Real Pain pode parecer leve e tonto, mas transborda emoção, gostei mesmo muito. E venha o Oscar para o senhor Kulkin.
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