Das séries de que gosto - Families Like Ours

Estamos habituados a que os refugiados venham de longe, tenham uma cor de pele mais escura e sentimo-nos pouco ligados a eles social ou afetivamente - e se fossem ocidentais como nós, louros, simpáticos, donos de casas fantásticas e de carros de fazer inveja?
E até que ponto, nós, pessoas de bem, aos nossos olhos pessoas de bem, conseguimos ser empáticos, solidários e éticos uns com os outros quando a nossa sobrevivência é ameaçada?
Em Families Like Ours, série realizada pelo consagrado realizador dinamarquês Thomas Vittenberg, o governo dinamarquês ordenou a evacuação do país porque a subida iminente das águas do mar vão deixar a Dinamarca submersa, a partir daí é um salve-se quem puder, acompanhando ao longo de sete episódios a saga de uma família, numa história comovente e perturbante que nos faz pensar, desconfortável por vezes, a angústia de esperar pelo episódio da semana seguinte para perceber como é que aquelas personagens, que podíamos ser nós, se vão safar.
Vittenberg disse que Families Like Ours “é uma espécie de declaração de amor ao que temos, à nossa cultura e à forma, como seres humanos, …, da Europa Ocidental, reagíamos se fossemos nós os refugiados e não eles”, seria muito bom se Families Like Ours contribuísse, nem um bocadinho que fosse, para todos fazermos a nossa parte, pelo menos para aprendermos em comunidade a não ostracizar quem vem, porque um dia podemos ser nós.
Na TV Cine.
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