Dos filmes que vejo - Ritual, de Ingmar Bergman

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Para quem como eu conhece pouco a obra de Ingmar Bergman – gosto muito de Fanny & Alexandre, Cenas da Vida Conjugal ou Sonata de Outono mas não me recordo de ter visto mais algum dos seus filmes -, a Leopardo Filmes deu-nos agora a possibilidade de vermos grande parte da obra do realizador sueco com um ciclo de cinema que mostra 31 dos seus filmes, alguns inéditos nos cinemas de Portugal, retrospetiva essa disponível em várias salas do país até ao mês de outubro.


Na verdade estou mais uma vez a desperdiçar esta oportunidade, ainda assim consegui ver RITUAL, filme de 1969 com pouco mais de 1 hora de duração e feito para passar na televisão, e se no início se estranha de tão bizarro que é, a história de uma trupe de teatro ambulante que é sequestrada por um juiz por alegadas obscenidades e atentado ao pudor, depois entranha-se... e sendo um objeto de cinema com uma estrutura tão linear, apenas 4 atores confinados a 4 exíguas paredes, não deixou de me impressionar como é que em 1969 a televisão sueca passava telefilmes como este, tão fora da caixa, arrojados e desafiadores da moral e bons costumes, nós em Portugal na altura tão bafientos e estes suecos tão à frente.


 

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