Da seleção, do hino e da Portugalidade

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Não sou daqueles patriotas que acha que Portugal é a melhor coisa do mundo nem ligo por aí além ao futebol, pelo menos ao doméstico, mas sou daqueles que sofre até mais não e grita de alegria ao ver o Diogo Costa defender três penáltis.


Haverá uma parte dentro de mim que trocava de bom grado com aqueles luxemburgueses ou noruegueses invisíveis para os amantes do futebol, mas com um PIB e uma democracia de fazer inveja, mas enche-me o peito de orgulho ao ouvir o nosso hino nestes palcos e afirmarmos bem alto estamos aqui e queremos vencer, não sendo eu daqueles que vê Portugal apenas como futebol, fado e bacalhau, emociona-me sempre a alegria, o sofrimento e a união em volta da nossa seleção e da nossa portugalidade.


Ao ouvir A Portuguesa ser cantada neste Europeu da Alemanha, não pude deixar de recordar uns tempos idos em que aqui o Burro Velho foi emigrante na Alemanha, na mesma Alemanha, daqueles emigrantes que por vezes fazia umas centenas de quilómetros para ir comprar bacalhau a Bremerhaven ou ouvir a Cristina Branco à Holanda, bacalhau e fado, e de ouvir, por ocasião de um Mundial, com outros camaradas Tugas de cachecol ao peito, no meio de uma esplanada em frente a um écran, o nosso hino a ser cantado, e mais do que o orgulho sentido foi a ligação que sentíamos nesse momento à nossa terra que estava distante, nós estamos aqui mas somos daí -  não haverá nada que una tão bem a nossa diáspora portuguesa como os jogos da seleção, não haverá nada que nos una tão bem como o hino de Portugal ou as defesas do Diogo Costa, nada nos unirá melhor a todos do que aqueles instantes de alegria e sofrimento.


Que o nosso treinador se ilumine e os jogadores se inspirem, boa sorte seleção.


 

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