Das idas à Feira do Livro

Ir à Feira do Livro é quase uma obrigação social, penso até que quem ousa não ir receia dizê-lo em voz alta com medo de ser proscrito, seja à de Lisboa ou a qualquer uma das que se vão repetindo país fora, ahhh, mas é um logro ir à Feira do Livro, encontramos melhores promoções nas livrarias, ah acabamos sempre por gastar muito dinheiro, ah são sempre multidões à pinha, ah nas tardes de Sol é um calor que não se aguenta, ah mas são favas, tudo isso é verdade mas continua a ser muito bom ir à Feira do Livro, pelo menos à de Lisboa que é aquela que eu conheço, não só porque de facto encontramos algumas pechinchas, mesmo quem como eu não tem arte nem paciência para as procurar há sempre os livros do dia, mas porque a Feira é sempre uma festa, com escritores consagrados a autografar livros, com pessoas conhecidas que se atiram para cima de nós, com a religiosa barraquinha das farturas à nossa espera para levarmos meia-dúzia carregadinhas de açucar e canela para casa, viva a Feira do Livro.
Este ano até fui comedido, mas estou muito satisfeito com as minhas escolhas, três regressos e duas novidades.
Ah, e na quarta-feira lá voltarei para caçar o autógrafo da Leila Slimani, ora pois então.
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