Da atualidade política - António Costa e a presidência do Conselho Europeu

Quem é o belga Charles Michel? É o senhor do sofagate, aquele que numa visita à Turquia deixou Ursula Von der Leyen especada de pé e refastelou-se num sofá ao lado de Erdogan, não foi por falta de cavalheirismo, disse, mas por questões protocolares e de se querer dar ao respeito, a presidência do Conselho estava acima da presidência da Comissão.
Charles Michel não é assim tão conhecido por, ainda, ser o presidente do Conselho Europeu, um cargo não executivo que basicamente preside às reuniões dos Chefes de Estado, procura estabelecer consensos e representar a EU, mas não se enganem, não tendo qualquer poder executivo ou capacidade de negociar e aprovar leis, a presidência do Conselho Europeu é ainda assim um dos maiores cargos políticos a nível mundial, mesmo numa Europa cada vez mais fragilizada entre a América e o bloco asiático, é sobretudo um fazedor de pontes, precisamente a característica que ninguém parece ser capaz de negar a António Costa, ser um fazedor de pontes.
Naturalmente que a sua nomeação não vai trazer qualquer vantagem direta e política para Portugal, a sua função está acima disso e o escrutínio é apertado, mas é absolutamente insofismável os incomensuráveis ganhos de reputação para o país, um país que produz talentos capazes de presidirem às instituições europeias, é também um país com pessoas capazes de terem elevados cargos de topo em instituições e empresas de todo o mundo, só quem nunca saiu da sua bolha é que não consegue valorizar este feito, o que não é coisa pouca, é coisa muita.
Muito sucesso António Costa, muito sucesso, e sim, acredito que o irá ter.
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