Das séries de que gosto - Baby Reindeer

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Porque é que só se fala de Baby Reindeer, a nova série da Netflix?


Inspirada em factos verídicos vividos pelo escocês Richard Gadd, protagonista, argumentista e realizador, Baby Reindeer é desde logo sobre um homem que é vítima de perseguição e abuso sexual, um homem que nunca se vitimiza e não tenta ser melhor daquilo que é, um homem que com tantos motivos para chorar ainda nos tenta fazer rir, mesmo que não consiga, mas Baby Reindeer é sobretudo sobre o poder absolutamente destrutivo de que a falta de autoestima tem sobre uma pessoa, sobre até qual o limite a que nos sujeitamos para ouvir um elogio.


Baby Reindeer é das séries mais cruas de que tenho memória, alternando entre o drama e a comédia e com um conjunto de atores superlativos, faz-nos mergulhar no abismo em que este homem se afundou, em que literalmente se afundou porque aquilo terá mesmo acontecido mais ou menos assim, entre um sorriso ou outro dá-nos um nó bem apertado na garganta, faz-nos rebolar no sofá, e lá dos fundilhos do inferno que este homem viveu recorda-nos que nunca devemos fazer mal à autoestima de ninguém, sem ela não somos ninguém.


É por isto.


 

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