Da politiquice - a ministra do Trabalho e a Santa Casa

Tenho acompanhado com alguma atenção a novela da exoneração da provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, li algumas coisas e ouvi várias entrevistas quer da agora exonerada Ana Jorge, quer do outrora desconvidado ex-provedor Edmundo Martinho, bem como algumas declarações da ministra do Trabalho e Segurança Social Maria do Rosário Ramalho, e reconhecendo que não estou na posse de dados suficientes para emitir juízos sabedores, arrisco dizer que o ex-provedor não me oferece credibilidade nenhuma - “há uns anos os NFTs (non fungible tokens) estavam na berra” e “se a Abreu disse que sim quem era eu para dizer que não”, diz o senhor para justificar um negócio manhoso - , e, pelo contrário, Ana Jorge parece-me credível nos seus argumentos - a senhora tem pelo na venta e faz muito bem.
E a senhora ministra? Tenha ou não alguma razão, admito que possa ter alguma, não muita, é de uma deselegância no trato e no verbo que me cobre de vergonha alheia.... e ainda vem dizer que isto não é uma exoneração política, ah pois não, só alguém muito mal-intencionado é que se atreve a dizer tal coisa.
Mal-intencionado serei, concluo, é exoneração política sim, o que, diga-se, em abstrato nada tem de censurável.
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