Das lendas vivas - Barbra Streisand
Barbra Streisand é uma artista consagrada e multifacetada mas pouco reconhecida pelo público, aliás, muito esquecida pelo público, quem se recorda nos dias de hoje de Barbra Streisand?
Fiquei por isso muito contente com a merecidíssima homenagem que lhe fizeram há poucos dias na cerimónia de entrega dos prémios SAG Awards, porque Streisand é uma talentosa cantora, compositora, argumentista, produtora e atriz.
Nascida numa família disfuncional e pouco endinheirada de Brooklin, judia, com um nariz pouco fácil, Streisand não pode estudar porque teve de se fazer à vida ainda adolescente, e para além da artista a quem aqui presto homenagem, Barbra Streisand sempre quis intervir politicamente na sociedade americana, convicta e militantemente democrata, sempre lutou pelas causas dos direitos civis, numa altura em que ainda não era uma mulher influente e numa altura que seria até fisicamente arriscado fazê-lo (anos 60 na América profunda), sempre desafiou os grandes estúdios norte-americanos de cinema (foi a primeira mulher a produzir, realizar, escrever e interpretar filmes ao mais alto nível nos grandes estúdios com Yentl), juntando ao seu ativismo a filantropia, pois financia com dezenas de milhões de euros muitas instituições nas quais acredita, por isso além de uma grande artista Barbra Streisand será também uma cidadã empenhada e do lado do bem.
Barbra Streisand é das poucas pessoas que têm o denominado EGOT, são as pessoas que venceram pelo menos um de cada dos mais importantes prémios do mundo do cinema, música, teatro e televisão - Emmy, Grammy, Óscar e Tony -, e é detentora de vários feitos e recordes da indústria da música, mas algures a ditadura do bom gosto estabeleceu que Streisand era pirosa, piegas e esganiçada, livre-nos Deus dizer que somos fãs de Barbra Streisand, a nossa reputação caía estatelada por terra, e isto não aconteceu só em Portugal, há uns anos era frequente sketches humorísticos a gozarem com a persona.
Eu gosto muito da artista Barbra Streisand, sobretudo dos seus filmes (não todos claro), e apesar de ser muito raro ouvi-la no meu spotify, aos meus olhos, ou aos meus ouvidos, é também uma das grandes divas da música, por isso podia partilhar aqui convosco o vídeo com o seu comovente discurso de agradecimento ao receber o prémio de carreira dos SAG Awards, mas prefiro marimbar-me para a pseudo piroseira e partilho antes um seu dueto com outra pseudo rainha do mau-gosto, Celine Dion, calha bem, gosto das duas e esta canção é fantástica.
Parabéns pelos seus quase 82 anos e mais de 60 de carreira. Brava!
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