Dos filmes que vejo - Sob o Sol de Satanás, de Maurice Pialat

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Quando em 1987 este Sob o Sol de Satanás ganhou a Palma d’Ouro em Cannes, e Maurice Pialat subiu ao palco para receber o prémio, dizem que ovação foi tremenda mas que os apupos e assobios ainda foram maiores, tal a complexidade do filme e o arrojo de quem lhe entregou a Palma.


Pessoalmente, não senti qualquer apetite por este drama dogmático e sofredor do padre atormentado com satanás, a luta entre o céu e o inferno e a salvação daquelas almas rurais numa França esquecida, mas quando o que sobra para desfrutar é testemunharmos a força granítica de Depardieu e a endiabrada Sandrine Bonnaire já não é nada mau.


De realçar que a Leopardo Filmes insiste em dedicar ciclos de cinema a realizadores consagrados já desaparecidos, uma oportunidade única de revermos, ou na maioria das vezes ficarmos a conhecer, vultos do cinema num grande écran, no caso Maurice Pialat - que privilégio viver num sítio onde nos podemos enfiar numa sala escura a cheirar um pouco a mofo e com mais 20 ou 30 pessoas assistir a estas pérolas.


 

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