Do dia mundial da bicicleta

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Hoje celebra-se o dia mundial da bicicleta, viva a Bicicleta e que esta moda seja como o Toyota, que tenha vindo para ficar, o planeta e a nossa saúde agradecem.


Os ciclistas reclamam, e bem, que sejam protegidos dos automóveis, é preciso proteger o mais fraco – desde 2014 tem os seus direitos equiparados às viaturas a motor, por exemplo, na estrada o ciclista tem prioridade sempre que se apresentar pela direita.


Mas o que reclamam para si como parte vulnerável, esquecem por completo em relação aos peões, na cabeça de um ciclista de cidade comum é todos os direitos sobre os automobilistas e nenhum dever em relação aos peões, e isto não é fixe.


Senhores ciclistas, tentem perceber por favor algumas coisinhas básicas:


- Não podem, nem devem, andar de bicicleta nos passeios dedicados aos peões (só se tiverem menos de 10 anos), se o tem de fazer ou se as ciclovias terminam circulem com a bicicleta pela mão;


- Não podem atravessar de bicicleta as passadeiras para as pessoas, e muito menos a fazerem uso da vossa velocidade, a quererem ser os primeiros, a obrigarem as pessoas a ter de recuar e nalgumas vezes levarem-nas inclusivamente à frente, ou seja, atropelando-as;


- Quando pedalam numa zona com muitos peões, por favor, reduzam um pouco a vossa velocidade;


- Os semáforos não se aplicam só aos automobilistas e aos peões, porque será que tantos ciclistas acham que não tem de respeitar semáforos?


Não há como negar, andar a pé em zonas de ciclistas é um risco e uma aventura, temos de estar em estado de alerta permanente sob pena de irmos parar ao hospital, e isto não é cool – também é preciso dizer que o civismo que falta a muitos dos ciclistas de cidade não costuma faltar aos lúdicos de fim-de-semana que andam por essas estradas fora, aí nunca vi grandes atropelos às boas regras, mas aí a dor infligida é ao contrário.


Nos anos que vivi no norte da europa, onde a generalidade das pessoas se deslocava de bicicleta para todo o lado, nomeadamente para os seus trabalhos, como peão nunca me senti em perigo, nunca me fizeram tangentes, nunca me tocaram, nunca tive de travar o passo, nunca tive de estar sempre a olhar para os lados e para trás nem nunca vi ninguém a ser atropelado, porque os ciclistas sabem que para serem respeitados também têm de respeitar, e cumprem as regras, e sabem também que se não cumprirem correm o risco de serem multados – testemunhei, por exemplo, várias situações de agentes da polícia a mandarem parar, e nalguns casos multarem, por o ciclista ir a falar ao telemóvel.


E em Portugal alguma vez algum polícia se lembrou de verificar a taxa de alcoolémia do ciclista ou simplesmente recordar-lhe que não pode atravessar as passadeiras e andar nos passeios?


Pedalada a pedalada o civismo há de ser interiorizado, viva a Bicicleta!

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