A quarta temporada de Industry atingiu o máximo em tudo – sexo, amoralidade, maldade -, mas não desilude, já não é mais uma crónica juvenil de recém-graduados ambiciosos à procura de um lugar dourado, mas sim um drama impiedoso, sem anestesia, sobre um capitalismo selvagem, onde os adultos são aquilo que desejam ser, ricos a esbanjarem ostentação em hotéis e salas de reuniões, sem escrúpulos, sem ética, sem regras, sem olhar a quê. Industry leva-nos de mão dada pela aristocracia da alta-finança londrina, de forma até um pouco voyeurística, pelo mundo implacável dos plutocratas que misturam política, negócios e imprensa, sempre com um único objetivo, ganhar poder e dinheiro, neste mundo tão atual em que tudo é uma transação, verdadeiros predadores à conquista do seu território para quem tudo se resume a um jogo de soma zero (o ganho de uns é a perda de outros). Tudo se passa a alta velocidade, com muita adrenalina e um jargão tão financeiro que não é fácil ao espetador comum ac...
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