25 jogadores, oito de raça negra e de onze nacionalidades diferentes, ontem fizeram a festa – viva a multiculturalidade e parabéns ao Benfica e aos benfiquistas!
A quarta temporada de Industry atingiu o máximo em tudo – sexo, amoralidade, maldade -, mas não desilude, já não é mais uma crónica juvenil de recém-graduados ambiciosos à procura de um lugar dourado, mas sim um drama impiedoso, sem anestesia, sobre um capitalismo selvagem, onde os adultos são aquilo que desejam ser, ricos a esbanjarem ostentação em hotéis e salas de reuniões, sem escrúpulos, sem ética, sem regras, sem olhar a quê. Industry leva-nos de mão dada pela aristocracia da alta-finança londrina, de forma até um pouco voyeurística, pelo mundo implacável dos plutocratas que misturam política, negócios e imprensa, sempre com um único objetivo, ganhar poder e dinheiro, neste mundo tão atual em que tudo é uma transação, verdadeiros predadores à conquista do seu território para quem tudo se resume a um jogo de soma zero (o ganho de uns é a perda de outros). Tudo se passa a alta velocidade, com muita adrenalina e um jargão tão financeiro que não é fácil ao espetador comum ac...
Tal como o seu último álbum, Lux, esta atuação operática de Rosalía nos Brit Awards é absolutamente genial, não me canso de ver e de ouvir, no fundo é também uma maneira de mandar o Thimothée Chalamet ir dar uma volta ao bilhar grande, ninguém quer saber de ballet e de ópera uma ova, ele deve estar a rezar a todos os santinhos para que ter dito tamanho disparate não lhe custe um óscar.
Young Hearts – O Primeiro Amor, do realizador belga Anthony Schatteman, saiu do Festival de Berlim com o selo de filme de autor de qualidade, o que é verdade, diga-se, mas tremelica face à (inevitável) comparação com Close, também dirigido por outro belga e sobre a mesma temática, a descoberta (homo)sexual na adolescência. Se em Close vemos o conflito e o sofrimento desse caminho de aceitação, neste Young Hearts temos um cenário mais idílico, num caminho que pode ser de amor e de empatia e menos de bullying e de violência, em que temos um avô que nos incentiva a acreditar que devemos sempre perseguir aquilo que o nosso coração dita. Young Hearts é um filme doce e bucólico, daqueles que no fim nos deixa mais empáticos.
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